sábado, 3 de junho de 2017

CANÇÕES PARA DEPOIS DO ÓDIO


A audição do cd precisa ser atenta, pois o bagulho não é suave e te doma com a quantidade de informações musicais.
Ao vivo filho, é quadridimensional e hipnotiza: toques yorubás presentes, 
a levada brega de musicas do tipo das de Reginaldo Rossi, presente, 
beats eletronicos em loopings, presentes
vocais suaves da soul music e musica gótica no estilo Violeta de Outono entrecortadas por atitude rap, rock'n roll e semba, também presentes

Canções Para Depois do Ódio de Marcelo Yuka, aprovado em álbum e em show

Ainda me autoflagelo, ainda me devoro de dentro pra fora - ouvir de novo e assistir a mais um show é preciso

A companhia luxuosa de Andre André Leite e de Bruno Sueiro: claro fizeram toda diferença

quarta-feira, 31 de maio de 2017

EM PASSOS Um Poema Andado


Em Passos

Entre o tropeço e o passo firme
A sorte de um bico de aço 
ou
A corte de um passo no vazio

Há os que avoam e os que caminham





video

sábado, 13 de maio de 2017

De Liras?, Por Jorge Cardozo

Um presente de aniversário, que me chegou há dois anos atrás e será lido e relido, enquanto me chegarem as primaveras
Meu obrigado Jorge Cardozo

De Liras?

a Sylvio Neto 

Sobre Delírios
Teus segredos 
Jazem desvelados

Nas linhas tortas 
De cada poema
Bate pronto

Bate estaca
Bate boca
Com o mundo 

Que a cada dia 
Desabita-se de justiça 

Teus medos
Carregam as cores intensas
Do passado
Desfigurado 
Pela memória falha
De alguém sem tempo

Para secar as lágrimas 
(A cor do ouro das minas
Que cavastes
A cor do sangue na terra
Que deixastes
O negrume da noite preenchida
Com teu canto

Ou teus gemidos de prazer
O azul claro 
Das manhãs de despedida
Todas as vezes em que morrias)

Teus desejos 
Movem-se feito
Vampiros 

Sombras sob sombras
Das quais se sabe apenas
O fluir breve
Ou nem isso

Um tremor
Um trago
Uma palavra fora da linha

Teus sonhos
Não cabem numa garrafa
Nenhuma lâmpada magica
Há de traze-los 

Do paniedro
Donde se gera
A energia crua
Que alimenta 
Tua lucidez 
E tua loucura.

Jorge Cardozo 
05.05.2015

quinta-feira, 5 de maio de 2016

ANTE SALA

Na ante sala, do dia de aniversário - O poeta do livro DE DENTRO DO TEMPO BLINDADO, me oferece este, sobre aquele que compus em agonia, a agonia das vésperas de minha bodas, sempre são perversas.


Faltam sete minutos, para o alvorecer dos 5.2 - E o pulso, ainda pulsa!!!!
Quase cinco dois
mas ainda há sete
minutos...
contra os sete
segundos
da hora que nasci
e acordei
Sylvio Neto


Bom lembrar certos momentos. Há um ano, o poeta Sylvio Neto publicou um desses seus textos fantásticos carregados de lirismo e desespero. Para amenizar a inquietação em que mergulhei, escrevi este poema, que Seu Feicebuqui hoje retorna.
Jorge Cardozo
De Liras?
a Sylvio Neto - sobre Delírios
Teus segredos
Jazem desvelados
Nas linhas tortas
De cada poema
Bate pronto
Bate estaca
Bate boca
Com o mundo
Que a cada dia
Desabita-se de justiça
Teus medos
Carregam as cores intensas
Do passado
Desfigurado
Pela memória falha
De alguém sem tempo
Para secar as lágrimas
(A cor do ouro das minas
Que cavastes
A cor do sangue na terra
Que deixastes
O negrume da noite preenchida
Com teu canto
Ou teus gemidos de prazer
O azul claro
Das manhãs de despedida
Todas as vezes em que morrias)
Teus desejos
Movem-se feito
Vampiros
Sombras sob sombras
Das quais se sabe apenas
O fluir breve
Ou nem isso
Um tremor
Um trago
Uma palavra fora da linha
Teus sonhos
Não cabem numa garrafa
Nenhuma lâmpada magica
Há de traze-los
Do paniedro
Donde se gera
A energia crua
Que alimenta
Tua lucidez
E tua loucura.
Jorge Cardozo
05.05.2015

quarta-feira, 4 de maio de 2016

DELÍRIO



Meus segredos?
revelaria cada um
aos gritos...
pela janela de um carro veloz
na plataforma da estação de trem
sob o chuveiro entre uma canção
e outra...
Meus medos?
ando despindo-me deles
já há muito tempo em cada poema escrito
Meus desejos?
sim, fincaria os dentes - vampiro
neste seu pescoço lindo
Meus sonhos?
estes nascem com o dia que acorda
a cada manhã, novo...
Meus sonhos são meus grilos
minha corrente, ancora...
barranco...
meus sonhos não tem dentes
são sementes ainda em broto

IGNÓBIL

IGNÓBIL

Nada corrói mais o espírito
que a tristeza da incapacidade
...
Nunca foi tão grave o desejo
de voar livre, não sendo nada
sendo nunca, um nunca ninguém
deixando tudo pra trás, na ignóbil
fragilidade da memória

Penaliza-me, o desejo cruel
de querer o intangível
pois que o nada existe ainda
em nada ser,

e ninguém é aquele que não foi
e não é, não esteve e nem estará
sem mesmo experimentar o abraço
do verbo existir...

Se avoar é meu desejo - há nele
pensar, se penso
logo existo, se existo
incompleto haverei de viver

terça-feira, 3 de maio de 2016

RANGENDO OS DENTES PELOS DEDOS QUEBRADOS DE JUREMA


 uMA sAGA sOBrE dELÍrioS, epIFAnIa E hECTpLAMÁtICa dOR


Sábado, ultimo passado, inebriado com a sexta - primeiro porque consegui sair de casa para cumprir compromisso e nem tanto por não ter funcionado com o Avohai Bistrô - No SESC/NI, onde estive, junto há uma galera da pesada, atuando no Tributo À Robson Gabiru: assistia o Documentário Sabotage - Maestro do Canão, de Ivan 13P.


Enquanto assistia, rememorava a noite anterior e ainda meu papo com o Dudu de orro Agudo, que me cedeu um health na auto afirmação, com a qual, fui muito criticado pelos meus quando recusei cargo comissionado na Secretaria de Cultura de Belford Roxo - fiquei mesmo, muito feliz em ouvi-lo contar, sem conhecimento de cusa (da minha causa) de sua recusa, mesmo sob pressão social da necessidade financeira - trabalho em grande Rede de Mídia. (Entre outras sensacionais cutucadas da verdade e risos possíveis, sobre o mito que se vai construíndo no entorno de nossa caminhada)
Não ser o "único", me coloca e faz melhor - num mundo onde ser voraz é a moda e a máxima: "melhor é, quem melhor se sobressai sobre pares e adversários - tornado-se assim, sim, mais um adversário da seriedade e da razão"(sylvio neto)


Daquele torpor, que é o pré texto, a surgir em minha cabeça, com ordem e ditadura sobre meus plurais encantos e sentimentos - tal pipoca na melhor hipótese e bala perdida ricocheteando cabeça adentro, na pior, pela agonia que é - num ajuntado portentoso, poderoso que é o filme sobre o talentosíssimo Sabotage:http://canalbrasil.globo.com/programas/cinejornal/materias/documentario-sobre-o-rapper-sabotage-estreia-nesta-quinta-feira-0503-com-entradas-gratuitas.html


Surge minha Jurujuba, numa epifanica estocada de dor, que dela surgia chegando a mim, por hectoplasmática verve, de mãe e filho.

Havia caído na rua, socorrida em pronto socorro, gessara a mão, por ter fraturado dois dedos na queda.

É mesmo o drama a me seguir, aqui quase completo, num rap - que fora todo o sentimento dessa
surtada manhã.